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O músico ilustrado
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21.03.09 21:21

Eisenach, 21. März 1685 nascia o Mestre da Música, Johann Sebastian Bach

 

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Christoph Wolff. Johann Sebastian Bach. The Learned Musician. New York and Londres, W.W Norton & Company, 2000.

 

Christoph Wolff. Johann Sebastian Bach. O Músico Ilustrado.

 

O livro de Christoph Wolff consolida décadas de pesquisa sobre a vida e a obra de J. S. Bach e representa, do ponto de vista documental, um digno correspondente, no último ano do século XX, da clássica biografia de Spitta. Consciente das limitações da documentação relativa à vida de Bach, Wolff amplia o raio da investigação nos arquivos, produzindo interpretações novas a partir dos poucos fatos conhecidos. Para citar apenas um exemplo, as circunstâncias exatas da passagem de Cöthen a Leipzig ganham muito maior precisão, graças a seu exame das contas públicas e da história política do principado. Os "anos de tranquilidade" foram bem menos tranquilos e menos numerosos do que faziam ver os relatos tradicionais.

 

Outro ponto importante, na contracorrente das versões habituais, é a biografia posterior de Anna Magdalena Bach. A classificação de "indigente", constante dos registros paroquiais, era menos uma descrição objetiva que um expediente que permitia à uma viúva receber ajuda da municipalidade. O fato de viver na casa de terceiros também é muito menos dramática do que parece quando se leva em conta que o "terceiro" era um juiz de uma corte superior, protetor legal de vários filhos menores de Bach e um velho amigo.

 

Wolff acumula uma massa de informações que, como reconheceu um resenhista, deveria desencorajar por vários anos a publicação de novas biografias. Entretanto, segue vulnerável a duas observações relevantes.

 

A primeira, registrada pelo Marshall, é que seu perfil geral continua marcado por uma natureza "hagiográfica", onde a figura pessoal de J.S. Bach é apresentada de forma austera, perfeita. Quase uma nova versão do "Quinto Evangelista" dos anos 1950.

 

A segunda é sua intenção de levar a comparação com o empreendimento intelectual de Isaac Newton muito ao pé da letra. A obra bachiana é apresentada como um monumento iluminista, construído em torno das idéias materializadas no Cravo Bem Temperado e na Arte da Fuga. Tal como no caso de Isaac Newton, dificilmente essa é toda a verdade. A própria historiografia newtoniana já precisa levar em conta suas conexões com a alquimia e o ocultismo. Há algo de oculto na obra do Mestre, a chamada "ambição cósmica", definida por Edward Said, que não tem muito lugar no livro de Wolff.

 

Enfim, trata-se de um grande livro, fundamental, necessário, mas, como literatura, não é uma boa história.