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21.03.09 18:21

Eisenach, 21. März 1685 nascia o Mestre da Música, Johann Sebastian Bach

 

Modestamente...


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Brandenburgueses

"Nasci ao som de Milionário & José Rico e Trio Parada Dura. Em criança ouvia muito Amado Batista na casa das minhas tias (não é à toa que são solteironas até hoje). Quando resolvi trilhar meu próprio caminho nas escolhas musicais, optei por Balão Mágico. E no ápice da testosterona, era fã incondicional de Raul Seixas, Pink Floyd e afins.

 

Um dia, estava na casa de um amigo e resolvi bisbilhotar no escritório de seu pai, donde encontrei um exemplar de vinil com capa velha e empoeirada entitulado "Johann Sebastian Bach - Concertos Brandenburgueses I & III".
Pensei..."mas que coisa de 'burgueis!'". Um cara com nome esquisito escrevendo concerto prá burguês...

 

Decidi arriscar e pus na vitrola...Mal terminou o 1o. compasso do concerto no. 3 e eu já estava convertido. Foi a coisa mais arrebatadora que me aconteceu na vida. Desde então, nunca mais parei de ouvir, tocar e estudar esse tal de Johann Sebastian Bach." (Alexandre Altran, Americana, São Paulo, Brasil).

Feliz Aniversário

"Parabéns, Pai Sebastian!!!
Companheiro meu, em todos os dias da minha vida! Em todos os momentos, bons ou maus. Amigo fiel,único em quem confio!Aquele que me mostrou a verdadeira beleza!Revelador absoluto! Diante de ti, calo-me, estarrecido, admirado, purificado. Renovado. Recriado. "

(Isaac Fieri, Sorocaba, São Paulo)

Mais um feliz aniversário

"O dia de hoje marca o aniversário de 324 anos do nascimento daquele que conduziu a música a seu ápice: Johann Sebastian Bach. Ele nos mostrou que a música pode ser simultaneamente emotiva e cerebral, mostrou-nos que a beleza não deve ser perseguida no abstrato, mas sim construída laboriosamente, mostrou-se que a boa arte é pautada na artesanalidade, mostrou-nos que tanto na música quanto na vida ao largo a tarefa mais edificante é a construção de harmonizações de fragmentos que nos parecem dissonantes e, por fim, mostrou-nos que o intelecto humano é soberano e altivo frente as mazelas que o cercam. Parabéns, Mr. Bach. E obrigado pelas paixões, cantatas, concertos, sonatas, suítes, variações, fugas, cânones, prelúdios, corais, invenções e também pelo exemplo de vida." (Francisco Cribari, Recife, Pernambuco)

O chamado

"No início da minha adolescência, lá pelos idos de 1974, eu ouvia rock progressivo e ia ser arquiteto. Um belo dia, bisbilhotando os discos do meu pai, coloquei na vitrola o Brandemburguês No. 3, regido por Hermann Scherchen.... imediatamente senti que a minha vida estava perdida (ou achada!) para sempre! Queria entender aquilo, estudar aquilo, ouvir aquilo ad infinitum... e décadas depois, eis-me aqui: organista, professor de música e testemunhando esse amor pelo Mestre JSB!" (Flávio de Queiroz, Brasil).

Foi lá por 1984...

"Eu já ensaiava os primeiros passos violonísticos e pianísticos e aos poucos ia fuçando nos vinis de uma antiga e tradicional loja da cidade.

 

Era Mozart aqui, Brahms ali, alguma coisa de barroco surgindo devagarinho - "La Staravaganza" e alguns concertos pra alaúde de Vivaldi (lindos por sinal)...

 

Na loja sempre tinha algo tocando ao fundo que, o vendedor, lembro ainda o nome dele, (a essas alturas sem emprego porque quase todas as grandes lojas do ramo da região fecharam), pessoa de extremo bom gosto, sempre imerso nas novidades do mundo da música erudita/clássica (escolham o termo que preferirem), colocou uma das danças da suíte n°1 pra cello solo em um "novíssimo aparelho de CD"!!!

 

Eu entrei e ouvi aquelo som etéreo, cristalino, puro, hipnótico, enigmático, contagiante e me apaixonei por: música, compositor e instrumento imediatamente. Paixão esta devidamente "regada" diariamente até os dias de hoje.

 

Muitos "pianismos" depois, este primeiro contato fez com que eu viesse a iniciar o estudo do violoncello aos 35 anos!!! Hoje, alguns poucos anos depois orgulho-me em poder fazer parte de diferentes formações de camara e orquestrais em minha região e de, além de ouvir, experimentar o prazer imenso que é tocar as maravilhosas suítes e fazer parte do baixo contínuo de peças que sempre me surpreendem a cada nova leitura e audição.... Quantas possibilidades?? Quantas novas descobertas???

Não tem como não acreditar no grande mestre JSB.... " (Marco Maia, Porto Alegre, Brasil).

Bach & me

"Alô, todo mundo! Jorge Almeida. Alaúde (<). Eu tinha 14 anos e já tinha ouvido uma porção de compositor normáu. Aí, comprei um LP de música "barroca" para violino e LEVEI PELA CARA o Concerto para dois violinos em ré menor (Verdade! Foi a primeira coisa de Bach que eu ouvi!...). No disco, tinha também uma Sonata para dois violinos e cravo. Hê-hê!... Eu apenas... RÍ!... Rí muito! Porque todo o resto me pareceu um monte... de bobagens, sacumé?... No dia seguinte, comprei os Brandenburgos. Não ri. Gargalhei! Semana seguinte, foram as Trio-sonatas para órgão, etc., etc. Vocês querem saber o que eu mais gosto em Bach? É que ele nunca - mas NUNCA - me a-bor-re-ce!... Então, eu tinha 14 anos quando me apaixonei pelo Bach. Comecei a estudar violão pouco depois. E aos 18, me apaixonei pelo alaúde. Naquela época, ninguém podia comprar um alaúde, porque eles... não existiam. Estavam guardados nos museus. Então eu fiz um pra mim. E esse aí do lado, também fui eu que fiz. Um dia, toquei Bach no alaúde. Só que para tocar Bach, a gente precisa de um alaúde mais empombado do que esse aí do lado, que é um alaúde Renascentista (e não Barroco). E mais uma vez, Bach, decididamente, não me aborreceu... Ele é inaborrecível, vocês não acham?... (Jorge Almeida, Rio de Janeiro, Brasil)